sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Planejando 2014 !!!


Parte do desafio de fazer nossos filhos participarem das celebrações religiosas é que a maioria das festas dos cultos são para adultos em natureza e conteúdo.
Os muitos símbolos e histórias que acompanham as atividades religiosas promovem numerosas oportunidades para as crianças se comprometerem e para que possamos lhes ensinar mais a respeito da fé. No inicio de ano procure adequar nos calendários oportunidades para fazer a conexão entre as tradições festivas seculares do povo de santo e o mundo inocente das crianças da tenda. 
Crie oportunidades onde você mesmo poderá aprender algo de novo no processo.
Se não estiver seguro sobre quais são essas conexões, deve visitar uma livraria local com livros sobre africanidades e suas tradições ou buscar na Internet.
Porém nunca se esqueça que através dessas datas que mantemos nossos jovens próximos da nossa fé, qual adulto que não se lembra da festa de Cosme e Damião que tinha no bairro, que sua mãe os levavam ou até iam escondidos só para ganhar doces?
Nossos jovens não devem ser esquecidos dentro dos espaços religiosos, um abraço, uma lembrança, um bom bate papo, um carinho do Babalorixá, tudo contribui para o futuro deles, para que tenham paz e segurança na sua Fé tão discriminada, pensem nisso.
Paz e Luz.
Yonar Menezes

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

E nossas crianças diante do preconceito religioso???

                  
  É comum as escolas reproduzirem os estigmas e as discriminações sofridas fora dela, educadores, diretores, pais, estudantes: nenhum deles nasce com preconceito. A intolerância é assimilada e fomentada pela sociedade, muitas vezes resistente quando se trata de lidar com as diferenças. "A discriminação surge da necessidade que temos de qualificar as coisas e os indivíduos dentro do que é socialmente considerado normal", as crianças só repetem as atitudes dos adultos em relação às diferenças religiosas e ao papel que estas desempenham nas ociedade, quando uma pessoa ocupa uma posição que, pela "normalidade", não faz sentido, surge oestranhamento.Pior ainda ao falhar na função de ensinar afastamos a criança e cometemos assim uma das mais nocivas formas de violência, o primeiro passo para combater a intolerância é aceitar que ela existe.“Trabalhamos a educação de forma idealizada e abstrata”O espaço escolar acaba sendo habitado por pessoas que se desconhecem e isso vai criando um campo fértil para julgamentos preconceituosos sobre a religião, achar que determinada religião não condiz com o perfil esperado do aluno é uma modalidade criminosa de exclusão social, causando ao educando o desgarramento de nossa religião ou dificuldades escolares.Muitos educadores tendem a atribuir estas dificuldades a fatores externos da escola, como “as famílias desestruturadas”. Não é por acaso que depredações, arrombamentos e furtos respondem pela maior parte dos atos de violência contra nossos terreiros.Nossas crianças e adolescentes não vêem sentido em uma instituição, sem Papa ou um único líder supremo, acabam considerando que nossa seita é de ninguém, em vez de perceber que somos de uma religião onde todos podem conquistar essa liderança ESPIRITUAL.Atitudes que fazem a diferença na inclusãoProcurar conhecer a legislação que garante o direito à liberdade religiosa.Deixar claro as crianças que manifestações preconceituosas contra religião não devem ser toleradas, e que se for necessário o educador ou orientador da escola deve ser informado sobre isso.Desenvolver um trabalho de escuta com a criança para perceber o que acontece de fato na vida dela, dessa forma conseguiremos sanar dúvidas e criar um começo no aprendizado consciente espiritual.Organize aulas em seu espaço de forma que, quando necessário, seja possível dedicar um tempo específico para formação religiosa das crianças.Podemos elaborar listas de palavras e em seguida pedir que façam desenhos. A criança tem grande senso de realidade, e isso precisa encontrar lugar de expressão nos terreiros.Dessa forma estaremos promovendo uma perspectiva melhor para o futuro de nossa religião, um grande abraço fraterno no coração de todos.
“A participação libera o aprendizado”
Dúvidas e sugestões escrevam para: magazen@ig.com.br

Feliz Natal Ho Ho Ho